Projeto

Ladrilho Hidráulico em Pernambuco é um projeto dedicado ao desenvolvimento de pesquisa histórico-documental e de campo sobre os antecedentes, a presença, o fabrico e o uso do ladrilho hidráulico em Pernambuco até os dias atuais. O projeto tem ainda como objetivo fundamental, a produção de um inventário visual composto por registros de exemplares de diferentes desenhos descobertos ao longo do estudo exploratório, bem como por fotografias de ambientes marcados pela presença desse admirável artefato de memória.

Desenvolvido ao longo de 2014, os resultados apresentados neste site trazem à tona, através de breves notícias e de artigos assinados pelo professor José Luiz Mota Menezes, pela designer Camila Brito de Vasconcelos e pela jornalista Clarice Hoffmann, informações inéditas sobre a história do ladrilho hidráulico em Pernambuco, identificadas, notadamente, a partir das relações existentes entre a presença do artefato e as transformações urbanas e arquitetônicas ocorridas nos bairros do Recife, Santo Antônio e São José, as áreas centrais mais antigas do Recife, capital do estado.

Disponibilizadas na seção vídeos, entrevistas registradas em vídeo com arquitetos, designers, ladrilheiros, apreciadores e usuários destacam ainda a importância do ladrilho hidráulico como elemento construtivo e decorativo da arquitetura brasileira e como artefato de memória. Por fim, compõem a Galeria de Imagens fotografias de autoria de Josivan Rodrigues.

O projeto Ladrilho Hidráulico em Pernambuco é fruto de uma parceria entre o designer e produtor cultural Ticiano Arraes e o também designer e fotógrafo Josivan Rodrigues. A ideia de realização da pesquisa surgiu em 2011, durante o desenvolvimento de um estudo sobre a invenção e o uso do cobogó, orientada pelo professor Antenor Vieira (in memorian). Apreciador e pesquisador do assunto, seu estímulo foi fundamental para a realização deste projeto.


Original

Artefato

O ladrilho hidráulico é um tipo de revestimento artesanal confeccionado à base de cimento utilizado originalmente em pisos e, de modo recente, em paredes.

Criado na metade do século XIX no sul da Europa, seu uso se propagou rapidamente pelos países mediterrâneos. Por conta de sua resistência e qualidade decorativa, seu emprego também se tornou popular na Inglaterra vitoriana e na Rússia. No Nordeste, os mais antigos exemplares têm origem belga e datam do final do século XIX.

Em razão da semelhança entre o padrão visual produzido pelo conjunto de suas peças, os chamados tapetes, e o efeito gerado por pisos decorativos elaborados a partir de pedaços de materiais diversos, como pedras e cerâmicas, na França tal tipo de ladrilho, Carreaux em ciment comprime, passou a ser chamado de maneira torta de mosaïque, denominação que se popularizou pelo mundo afora.

A importação do artefato para o continente americano se deu pouco após sua invenção e, a partir dos anos 1870, o novo produto passou a ser comercializado no Brasil, inclusive, em Pernambuco, como ladrilho “hydraulico” e/ou mosaico.

Cimento, pó de pedra, areia fina, pigmentos minerais e água são suas matérias-primas. Seu processo de produção é bem simples e, especialmente, caracterizado pela cura das peças ocorrer através da imersão em água, daí o nome hidráulico, e a compactação ser feita através de uma prensa. A supressão da etapa da queima em seu fabrico, ainda o qualifica como um produto de baixo impacto ambiental.

Usualmente, os ladrilhos hidráulicos possuem espessura com aproximadamente 2,5 cm e formato quadrado nas dimensões 20 x 20 cm, mas também são encontrados na forma sextavada. Em textura lisa ou em relevo, possuindo geralmente de uma a sete cores, a diversidade de desenhos criados para o artefato parece infindável.

Quando decorados por motivos geométricos ou florões, ao serem assentados, os ladrilhos hidráulicos podem revestir toda a extensão do piso de um ambiente ou simular um tapete. Neste segundo caso, o padrão visual central é arrematado por peças confeccionadas com outro desenho que se interrelacionam linearmente e tem o papel de delimitar as bordas e os cantos do tapete.

Ladrilhos hidráulicos decorativos são utilizados com maior frequência no acabamento de pisos de ambientes internos, mas atualmente também são empregados como revestimento de paredes, sejam elas internas ou externas.

Quando fabricados em relevo, as peças adquirem um caráter antiderrapante que, aliado a sua alta resistência a zonas de tráfego intenso e à abrasão, as tornam ideais para uso em áreas externas. No Brasil este tipo de ladrilho é conhecido como trottoir, palavra francesa que significa calçada, e seus padrões estão presentes em passeios públicos de centenas de cidades brasileiras. Ladrilhos tipo trottoir também são indicados para rampas e estacionamentos para veículos e até mesmo para bordas de piscinas.



Pesquisa



baixe a pesquisa aqui

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Galeria de Imagens

Vídeos































Ficha Técnica

PESQUISA

Idealização e Coordenação

Josivan Rodrigues e Ticiano Arraes

Pesquisa e Textos
Camila Brito
Clarice Hoffmann
José Luiz Mota Menezes

Inventário Visual
Josivan Rodrigues

Diagramação
João Vitor Menezes


SITE

Pesquisa e Textos
Clarice Hoffmann

Fotografias

Josivan Rodrigues

Vídeos

Jacaré

Colaboração

Moacyr Campêlo

Realização
Arraia + Luminar 

Apoio
Orbe

Agradecimentos
Albino Oliveira, Antenor Vieira de Melo [in memoriam], Beti Lacerda, Beth Oliveira, Bruno Barros,
Diógenes Leopoldino, Edmilson Pereira, Eva Duarte, Fábrica do Forte, Felipe Verçosa, Fernando A. Carvalho,
Fred Lyra, Fundação Joaquim Nabuco, Guilherme Luigi, Gustavo Cauás, Hugo Coutinho, Hugo Medeiros,
Ireneide Maria, João Lucas, Jorge Tinoco/CECI, Juana Carvalho, Lídia Costa, Maiara Lira, Mateus Barros,
Museu da Cidade do Recife, Rafael de Amorim, Roberval Nascimento, Ruth Soares, Silvânia Maria, Walkiria,
Moradores e Comerciantes dos Bairros de São José, Santo Antônio e Recife. 


EXPEDIENTE

GOVERNADOR DE PERNAMBUCO
Paulo Câmara

SECRETARIA DE CULTURA

Secretário de Cultura
Marcelino Granja

Secretária Executiva
Silvana Meireles

Gerente Geral de Articulação Social
Severino Pessoa

Gerente de Formação e Capacitação
Aurélio Molina

Gerente de Planejamento
Fernanda Lais Matos

Gerente de Administração e Finanças
Manoel Araújo

Gerente de Políticas Culturais
Teresa Amaral

Coordenadora de Artes Cênicas: Jorge Clésio
Coordenador de Artes Visuais: Márcio Almeida
Assessora de Design e Moda: Janaína Branco
Assessor de Fotografia: Jarbas Araújo
Coordenadora de Audiovisual: Milena Evangelista
Coordenadora de Cultura Popular: Teca Carlos
Assessor de Artesanato: Breno Nascimento
Coordenador de Literatura: Wellington de Melo
Coordenadora de Música: Andreza Portella
Assessoria de Gastronomia: André Maurício

Assessores de Comunicação
Tiago Montenegro e Michelle de Assunção

FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE PERNAMBUCO – FUNDARPE

Diretora-Presidente
Márcia Souto

Vice-Presidente
Antonieta Trindade

Superintendente de Planejamento e Gestão
Henrique Lira

Gerente de Administração e Finanças
Sandra Simone dos Santos Bruno

Gerente de Produção
Diego Santos

Superintendente de Gestão do Funcultura
Gustavo Antonio Duarte de Araújo

Gerente Geral de Preservação do Patrimônio Cultural
Marcia Chamixaes

Gerente de Preservação Cultural
Célia Campos

Gerente de Equipamentos Culturais
André Brasileiro


Incentivo
Original

Contato

ladrilhohidraulicobr@gmail.com